Governar o Qi e a respiração

Esta é a função mais importante do Pulmão, uma vez que é do ar que o Pulmão extrai o “Qi límpido” para o organismo, e que combina com o Qi dos alimentos que vem do Baço.

Observemos dois aspectos deste trabalho vital:

Quando dizemos que o Pulmão governa a respiração, queremos dizer que o mesmo inala o “Qi puro” do ar e exala o “Qi impuro”. A troca e a renovação constantes do Qi realizadas pelo Pulmão, asseguram o funcionamento adequado de todos os processos fisiológicos do organismo, os quais tem Qi como base.

No Simple Questions, capítulo 5 diz: “O Qi Celestial vai para o Pulmão”. Qi Celestial aqui indica ar.

O segundo modelo pelo qual o Pulmão governa o Qi consiste no processo real de formação do Qi. O Qi dos alimentos é extraído pelo Baço, isto vai direto para o Pulmão onde combina com o ar inalado para formar o que chamamos de Qi torácico (Zong Qi).

Pelo fato deste processo acontecer no tórax, também é chamado de “Mar de Qi” ou “Mar Superior do Qi”, (como oposto ao Mar Inferior do Qi abaixo da cicatriz umbilical. O Qi torácico é algumas vezes chamado de “Grande Qi Torácico”.

Após sua formação, o Pulmão dispersa o Qi por todo o organismo para nutrir todos os tecidos e promover todos os processos fisiológicos.

No Spiritual Axis, capítulo 56 diz: “O grande Qi reune-se com movimento para acumular no Tórax; é chamado de Mar do Qi, o qual sai do Pulmão, vai para a garganta e facilita a inalação e a exalação”. O Qi Torácico (ou Grande Qi), reside no tórax e auxilia as funções do Pulmão e do Coração, promovendo boa circulação para os membros e controlando a força da voz.

O Qi debilitado do Pulmão pode, portanto, causar cansaço, voz fraca e dispneia.

Por causa da sua função de extrair o Qi do ar, o Pulmão é o sistema Yin mais externo; é a conexão entre o organismo e o mundo exterior. Por esta razão, o Pulmão é facilmente atacado por fatores patogênicos exteriores, sendo algumas vezes, referido como sistema “tenro”, ou seja, delicado e vulnerável à invasão pelos fatores climáticos.

Refereência: Giovanni Maciocia, Os Fundamentos da Medicina Chinesa

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